Conheça as peças teatrais que fazem parte do 3º volume da coleção, sugeridas para crianças de 10 anos.
Apresentação das peças com notas da autora Ruth Salles.
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O COMEÇO DE SÃO PAULO
Esta peça começa com os padres Nunes e Manuel da Nóbrega subindo de São Vicente para o planalto, guiados por André, filho de João Ramalho. Fala da atividade de cada um e também dos indígenas, terminando com a fundação de São Paulo. Uma das músicas consta da outra peça “Em Nossa Terra”. No fim, pode ser cantado o hino “Pelo Sinal da Cruz”, de F. de Chiara, com letra em tupi de José de Anchieta.
A VIAGEM DE MARTIM AFONSO
Esta peça é bem movimentada. As crianças representam a viagem de Martim Afonso, a tempestade no meio da viagem e o encontro com os índios na chegada a São Vicente. Os narradores dizem trechos de manuscritos de 1590, de autoria provável do jesuíta Francisco Soares, e no trecho da tempestade há alguns versos do “Lusíadas” de Camões. Na chegada em São Vicente, inseri um canto dos índios parecis com letra minha em tupi e português, e na partida dos navegantes, os portugueses que ficam se despedem cantando letra minha na música do antigo e conhecido Fado “Hilário”.
EM NOSSA TERRA
Esta peça, em cinco cenas, trata da vinda de Martim Afonso de Souza, depois, da fundação de São Paulo e de Santo Amaro, em seguida, dos bandeirantes e, por fim, de Anchieta e Nóbrega tentando estabelecer a paz com os tamoios, quando Anchieta fica de refém com o cacique Cunhambebe. É uma versão um pouco mais simples das duas peças anteriores, “A Viagem de Martim Afonso” e “O Começo de São Paulo”.
SUMÉ
A peça baseia-se no mito tamoio tal como foi narrado por Olavo Bilac na coleção “Tesouro da Juventude”. Sumé seria o caraíba, o homem branco que vem do mar ensinar o índio – que vivia de caça e pesca – a plantar para comer. O nome Sumé – segundo estudiosos – deriva de Tomé. Em algumas cidades do interior do Brasil, a banana de São Tomé é chamada banana de Sumé. Há mesmo lendas que falam de uma vinda de São Tomé ao Brasil. A canção dos índios é em escala pentatônica, por ser mais próxima à escala usada pelos indígenas do Brasil.
DONA LÍNGUA PORTUGUESA
Esta peça trata dos acentos nas palavras paroxítonas e oxítonas. As palavras são os filhos de dona Língua Portuguesa, e lhe dão muito trabalho. A Ortografia é uma de suas ajudantes domésticas, e a Gramática é a Vovó, que fica sentada numa cadeira de balanço, balançando e tricotando, sem nem ligar para as brigas das palavras.
BUSCANDO MEU PONTO
Este jogral sobre espaço, movimento, centro, encontros, pode ser vivido também como peça, não apenas com a fala, mas também com movimentos ou gestos e até algum canto. A primeira estrofe contém oito grupos de três versos: sete desses grupos podem representar os sete planetas principais; o oitavo, o sol ao centro da roda. Pode haver também estrelas representando as constelações zodiacais. As sete notas da escala musical podem ser entoadas pelos sete planetas; a oitava do dó, pelo sol.
A ESTRELA DE BELÉM
Peça de Natal baseada num conto de Elisabeth Goudge. Um pastorzinho sai em busca da fonte de desejos a fim de pedir ajuda para sua família, que é muito pobre. No caminho, encontra-se com os Reis Magos, que se perderam de sua estrela e tentam chegar ao presépio.
PASSADO, PRESENTE, FUTURO
Nesta peça, feita para o treino dos verbos no passado, no presente e no futuro, foi aproveitado o mito nórdico das três nornas, mulheres que fiavam e teciam sem parar, cuidando do destino dos seres. Uma representa o Passado, outra o Presente e outra o Futuro.
A ESPADA DE SIEGFRIED
Esta peça conta um trecho do mito germânico do herói Siegfried, de quando ele é educado pelo anão Regin (pronuncia-se Rêguin) e luta contra o dragão Fafnir para recuperar o tesouro dos anões. Por fim, ele liberta a donzela que dorme cercada pelo fogo. Esse mito tem a ver com o caminho do ser humano, que sai pela floresta do mundo, desenvolve sua mente (a cabeça grande do anão), domina seu lado emocional, suas paixões (o dragão), recuperando o tesouro dos anões, que são, na verdade, os conhecimentos acumulados pela mente. Só então ele pode ir ao encontro de sua alma, de sua essência verdadeira (a donzela). Nesse trecho da peça, os versos do trabalho dos anões são um exercício de dicção e também servem para desenvolver a vontade, na força das consoantes.
O MARTELO DE THOR
Esta peça é uma tradução e adaptação da peça Thor e os Gigantes, de Pelham Moffat, que se baseia na mitologia nórdica. O martelo de Thor, que é a arma de seu poder, é roubado por um gigante e deve ser recuperado por meio da astúcia. Loki aparece aqui não como um espírito do mal, mas como o deus travesso e astucioso.
THOR NO BALUARTE DOS GIGANTES
Esta peça, engraçada e divertida, foi criada a partir de uma narrativa da mitologia germânica.
O HERÓI BEOWULF
Esta peça baseia-se num mito nórdico, a história do rei godo que libertou os dinamarqueses do monstro Grindel.
ROBERTO, O DIABO
Esta peça baseia-se num conto do folclore alemão, traduzido pela professora Melanie Guerra.