Peça sobre o trabalho dos moinhos antigos: o de vento e a roda d’água. O moinho de vento, além de girar as pás ou asas, move-se também ao sabor do vento. Cada um dos dois moinhos é representado por várias crianças, que, para mostrar o movimento deles, podem fazer uma bela evolução em cena. A música é no ritmo da dança do “coco”. Consta do livro 2 da coleção Teatro na Escola. Leia as orientações pedagógicas.
Sugerida para crianças de 9 anos.
PERSONAGENS: Coro, moleiro e sua mulher, burrinho, lavrador, roda d’água, camponesa, padeiro, criança, moinho de vento, gotas d’água, vento. Quando cada personagem fala, o coro acompanha.
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Alunos da professora Tatiana Galdino Miranda repassando o texto da peça na sala de aula.
MOLEIRO (com a mulher, aponta para o burrinho que vem vindo com o lavrador): - Lá vem vindo carregado o burrinho meu amigo! Com um saco em cada lado, vem trazendo os grãos de trigo.
BURRINHO (sacudindo a cangalha e falando com o moleiro): - Com o lavrador, venho ao teu moinho. Por favor, moleiro, mói o meu grãozinho.
LAVRADOR (tirando o chapéu para o moleiro e lhe entregando os dois sacos): - Eh, bom dia, amigo! Separei na eira o joio do trigo, malhando as espigas da melhor maneira.
MOLEIRO (pegando os sacos): - Esse grão vens trazendo vou moê-lo muito bem em meu moinho de vento, na roda d’água também.
GOTAS D’ÁGUA (correndo depressinha): - A água do rio vaza, no canal já vai entrando; passa junto à tua casa, roda d’água, e vai rolando...
RODA D’ÁGUA (movimentando-se): - E na roda caem já, um pouquinho em cada pá; e as pás vão balançando, e a roda vai girando...
MULHER DO MOLEIRO (enquanto a roda se movimenta): - Minha roda como é bela quando a água a faz girar! E o sarrafo preso nela já se move devagar.
MOLEIRO (enquanto a roda se movimenta): - Tem na ponta uma pedra que já bate em outra pedra. E o nome delas é mó. Entre as duas mós, então, ponho o trigo e môo o grão.
LAVRADOR (retirando a quirera): - A quirera, na moagem, é o grão grosso demais. Vai servir para forragem, alimento de animais.
CAMPONESA (retirando a sêmola): - Já a sêmola é mais fina. Eu pego a colher de pau, misturo leite, cozinho e assim faço o mingau.
PADEIRO (pegando a farinha): - Mas a mó, moendo mais, torna bem fininho o grão. Com a farinha que ela faz, vou assar o nosso pão.
CRIANÇA e VENTO (correm; a criança agita os braços, o vento agita véus): - Lá vem vindo o vento! Voando ele vem! - Moinho de vento, trabalha também!
MOINHO DE VENTO (movimentando-se): - Entre minhas mós, põe o trigo então. Logo, logo após, vou moer o grão. Giro minhas asas, viro minha casa, pois me movimento ao sabor do vento!
TODOS (cantam): “- Gira, moinho de vento, lá no alto da colina! Dá-nos um bom alimento com tua farinha fina. - Roda d’água, aqui no vale, junto ao rio vai moendo! Que tua voz não se cale. Quero ouvir a mó batendo. Quero ouvir os dois moinhos ronronando aqui e lá. Pás e velas, de mansinho: pam-pam-pam e plá-plá-plá...”
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Alunos da professora Tatiana Galdino Miranda cantando a música.
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